quinta-feira, 31 de dezembro de 2009


Qual é a Igreja de Jesus Cristo?

Somente uma Igreja e uma religião foi querida por Jesus Cristo, é preciso ter o bom senso de admitir isso, pois a Bíblia é muito clara e a história não nos deixa dúvidas. Colocou autoridades visíveis para difundir sua doutrina (Mt 16, 13-20 ; 28,18 ; Jo 17,18 ; 20,21 ; Lc 10,26 ; 1 Cor 5,20).
Após a conversão de Constantino em 313 d.C. ao cristianismo, a Igreja passou a ser difundida por todo o Império, o Imperador só foi batizado no fim da vida em 337 d.C. e, apesar da sua grande dificuldade em se converter totalmente, fez um grande bem a Igreja que foi aos poucos sendo conhecida como Universal (Católica), pois era uma Igreja para todos.
O pequeno grão de mostarda agora estava se tornando a maior das hortaliças com espaço para acolher a todas as aves do céu (Mateus 13, 31-33). Essa é a Igreja do Senhor. Começou como a menor e mais perseguida da história e agora é a maior e mais poderosa da história. A palavra de Jesus se realiza plenamente nela.
De fato esta mesma Igreja ficou sujeita a erros terríveis no decorrer da história, mas isso ocorreu e ainda ocorre por ser composta por homens que em sua imperfeição se deixaram tomar pela vaidade e se afastaram da palavra de Jesus querendo fazer suas próprias vontades. O próprio Jesus Cristo previne os Apóstolos sobre o mal que cresceria junto a Igreja até o fim dos tempos, mas jamais a dominaria, (Mt 16,18) pois o Senhor da messe plantou o Trigo (a Igreja), porém o Inimigo(Demônio) plantou o joio (a vaidade) para confundir os fracos na fé e assim afastá-los do caminho. Infelizmente o joio só será arrancado no fim dos tempos para ser queimado. Mt 13,24-30 ; 36-43.

À medida que os homens se cansam da Igreja de Jesus Cristo, começam a criar doutrinas que atendam as suas necessidades. Por causa disso quando um não concorda com que o outro prega, acaba saindo e fundando sua própria Igreja do jeito que acha que é o certo. Deste modo vão moldando Deus de acordo com suas vontades e vaidades.
Muitos, hoje em dia se retiram da Igreja Católica com o argumento de que estão cansados da pregação dos Padres, das missas e dos dogmas. Afirmam que a Igreja é antiquada e prega uma moral ultrapassada. Ora, o que a Igreja prega é a doutrina deixada por Cristo e ensinada pelos Apóstolos, isso não pode ser alterado simplesmente porque a humanidade perdeu a noção de certo e errado. Não é Deus que tem que fazer nossa vontade, mas nós é que devemos buscar a d’Ele.A Bíblia nos previne sobre estes tempos de apostasia (abandono da verdadeira fé) em várias citações. Um exemplo muito claro está na II carta de São Paulo a Timóteo 4,1-5. “Eu te conjuro, diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de vir julgar os vivos e os mortos, pela sua aparição e por seu Reino: proclama a palavra, insiste, no tempo oportuno e no inoportuno, refuta, ameaça, exorta com toda paciência e doutrina. Pois virá um tempo em que alguns não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, segundo os seus próprios desejos, como que sentindo comichão nos ouvidos, se rodearão de mestres. Desviarão os seus ouvidos da verdade, orientando-os para as fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em tudo, suporta o sofrimento, faze o trabalho de um evangelista, realiza plenamente o teu ministério”.

Paulo fala claramente sobre estes que abandonam a verdadeira fé para seguirem outros caminhos, de modo que não atendem a Deus, mas a si próprios. Portanto é preciso se proteger dos inúmeros caminhos apresentados pelos homens e buscar o único e verdadeiro caminho que é Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador.

A Igreja do Senhor Jesus

A Igreja do Senhor: Como se Chama?

Quando ensino sobre a importância de seguir a Jesus, sem defender nenhuma denominação ou placa humana, pessoas freqüentemente perguntam sobre o “nome” da Igreja. Qual Igreja ou qual ministério segue a Jesus sem tradições ou doutrinas humanas? Se eu quiser ser discípulo de Jesus, devo fazer parte de qual Igreja?
Muitas pessoas se surpreendem em aprender que a Igreja do Senhor não tem nome exclusivo. Achamos nas Escrituras diversas descrições da Igreja, mas nenhum nome próprio e exclusivo. Podemos usar quaisquer dessas descrições, mas não temos direito de promover ou defender nenhum nome como a maneira certa e única de identificar a igreja. Qualquer pessoa que faz isso estaria falando o que Jesus não falou, e assim acrescentando à palavra que Deus revelou.
O que aprendemos das Escrituras sobre maneiras de descrever a igreja?
A Igreja de Quem?
Muitas passagens falam simplesmente da Igreja (ekklesia, os chamados para fora, assembléia), às vezes identificando o local onde se reunia um grupo de cristãos. Então, podemos nos referir à Igreja simplesmente assim, como “a Igreja” (cf. Atos 8:1; 9:31; Romanos 16:1).
Freqüentemente, as descrições na Bíblia mostram o relacionamento que existe entre o Senhor e a sua Igreja. Ela pertence a Deus; por isso, é a Igreja de Deus (Atos 20:28; 1 Coríntios 1:2; 10:32; Gálatas 1:13; 1 Timóteo 3:5,15). Jesus derramou seu sangue para comprar a Igreja; portanto, Paulo falou das igrejas de Cristo (Romanos 16:16), e Jesus falou de sua própria Igreja (Mateus 16:18). Os discípulos de Jesus são herdeiros abençoados; então, coletivamente são a Igreja dos primogênitos (Hebreus 12:22-23).
O Corpo de Cristo
A Igreja é descrita, também, como o corpo de Cristo (Colossenses 1:24; Efésios 1:22-23; 4:12). Nesta figura, Jesus é a cabeça (Efésios 5:23; Colossenses 1:18), e os cristãos são os membros do corpo (Romanos 12:4-5; 1 Coríntios 12:12-27; Efésios 3:6; 4:16; 5:30). A imagem do corpo enfatiza os diversos papéis dos membros, e a dependência e submissão de todos a Jesus.
O Reino de Deus
O Novo Testamento fala repetidamente do Reino de Deus ou do reino dos céus, que foi um dos temas principais da pregação de João Batista (Mateus 3:2), de Jesus Cristo (Mateus 4:17), e dos apóstolos e outros pregadores na Igreja primitiva (Atos 8:12; 19:8; 20:25; 28:23,31). Enquanto a palavra “igreja” enfatiza o povo, o termo “reino” destaca a autoridade do rei (1 Coríntios 4:20; Hebreus 1:8; 12:28-29; Mateus 28:18-20; Apocalipse 12:10).
O reino de Cristo não é deste mundo (João 18:36). É superior aos reinos humanos (Daniel 2:44-45; Isaías 2:2), pois Jesus é “o Senhor dos senhores e o Rei dos reis” (Apocalipse 17:14). Ao invés de ser uma entidade política e mundana, é um reino espiritual fundado no santo caráter de Deus (Romanos 14:17-18).
O caráter do rei e do reino define, também, as qualidades dos súditos. Entramos no reino por um processo de transformação (Colossenses 1:13). Como servos do rei espiritual, temos de desenvolver as características espirituais do nosso Senhor (Tiago 2:5). Neste reino, são valorizadas qualidades como humildade, inocência (Marcos 10:14-15) e santidade (1 Coríntios 6:9-10; Gálatas 5:19-21; Hebreus 12:14).
A Casa de Deus
A Igreja (não um prédio!) é a casa de Deus (1 Timóteo 3:15). Ela é o santuário e habitação do Senhor (Efésios 2:21-22). É uma casa espiritual (1 Pedro 2:5). Deus habita e mantém comunhão com aqueles que fazem a vontade dele (João 14:23; Apocalipse 3:20).
O Rebanho de Deus
A Igreja é o rebanho de Deus (Atos 20:28). Jesus é o bom pastor que deu a vida pelas ovelhas (João 10:11). Elas ouvem a voz de Jesus e o seguem para receber a vida eterna (João 10:27-28). Os bispos ou presbíteros têm a responsabilidade de pastorear o rebanho local segundo as ordens do Supremo Pastor (Atos 20:17,28; 1 Pedro 5:1-4).
Como a Bíblia Descreve os Indivíduos que Seguem a Cristo?
As descrições acima são termos coletivos – identificam um conjunto. A Igreja é composta de pessoas que saíram do pecado para servir a Jesus. Agora, consideremos alguns termos usados nas Escrituras para descrever os seguidores de Cristo individualmente:
Discípulos (Atos 6:1-2,7) significa aprendiz ou aluno. O discípulo ouve os ensinamentos e segue o exemplo do seu mestre. “O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído será como o seu mestre” (Lucas 6:40).
Irmãos (Atos 6:3; 15:1,23,32,33; Filipenses 4:21; Colossenses 1:2) descreve a relação familiar dos filhos do mesmo Pai. “Seja constante o amor fraternal” (Hebreus 13:1).
Santos (1 Coríntios 1:2; Filipenses 1:1; 4:21,22; Colossenses 1:2) identifica o caráter de pessoas santificadas pelo sangue de Jesus. Na Bíblia, este termo não é limitado aos mortos. Deve ser uma descrição verdadeira dos cristãos vivos. “segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento” (1 Pedro 1:15).
Cristãos (Atos 11:26; 26:28; 1 Pedro 4:16) é uma descrição que aparece apenas três vezes no Novo Testamento, mas descreve bem a relação especial dos discípulos com seu Senhor e Salvador. “Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (Atos 11:26).
Fiéis (Efésios 1:1; 1 Timóteo 4:3,12; Apocalipse 17:14) e Crentes (Atos 5:14; 1 Tessalonicenses 1:7) vêm da mesma raiz grega, e significam pessoas que acreditam e confiam (em Deus) e que são verdadeiras. “E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor” (Atos 5:14).
Pedras que vivem (1 Pedro 2:5) é uma frase que destaca a nossa posição na casa de Deus, construída sobre Jesus Cristo, a pedra de esquina. “Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (1 Pedro 2:5).
Concidadãos dos santos (Efésios 2:19) enfatiza a inclusão de pessoas, anteriormente afastadas de Deus, na família do Senhor. “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Efésios 2:19).
Membros do corpo de Cristo e da família de Deus (1 Coríntios 12:27; cf. Efésios 2:19) é uma expressão que mostra a interdependência dos fiéis, e a dependência de todos em Cristo, a cabeça do corpo. “Assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros” (Romanos 12:5).
Nomes humanos causam divisões
Sabemos que Jesus Cristo, vivendo como judeu na Palestina 2.000 anos atrás, teve oportunidade de participar de qualquer das várias seitas que existiam na época. Mas não há nenhum registro de ele ter se ingressado em qualquer uma delas. Ele simplesmente fazia a vontade do Pai, sem seguir as tradições e doutrinas humanas. Procurava e andava com pessoas que compartilhavam o seu desejo de honrar a Deus. Todos que observaram e ouviram Jesus ficaram admirados com a postura “radical” dele.
Durante sua vida aqui na Terra, Jesus prometeu edificar a sua Igreja (Mateus 16:18), e ensinou os seus discípulos a seguirem o ensinamento e o exemplo dele. Nós, hoje, devemos fazer como ele fazia e ensinava. Devemos buscar o conhecimento da vontade de Deus e obedecê-lo para honrar o nosso Criador e Redentor. Apesar da influência forte das muitas denominações, e seitas com suas próprias tradições e doutrinas, devemos ser simplesmente cristãos, seguidores do nosso Salvador.
Pelo nosso desejo de servir a Deus, rejeitaremos as tendências de criar e manter igrejas humanas – grupos que honram homens e defendem doutrinas humanas. Certamente as diversas igrejas hoje com suas placas destacando fundadores, tradições doutrinárias e ministérios criados por homens não dão a devida honra ao verdadeiro Senhor e Salvador.
Como podemos servir ao Senhor sem participar da confusão das denominações? Como podemos evitar as divisões que acontecem quando os homens são elevados a posições de honra? Paulo falou do mesmo problema quando escreveu aos coríntios: “Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo. Acaso, Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nome de Paulo?” (1 Coríntios 1:12-13). Nomes humanos e destaque impróprio dado aos homens criam divisões e fere a unidade pregada e desejada por Cristo.
Para evitar tais divisões, devemos seguir o único Salvador (Atos 4:12) e Mediador (1 Timóteo 2:5). Devemos estudar a mesma Palavra de Deus para que possamos falar e pensar a mesma coisa (1 Coríntios 1:10). Seguir a Jesus exige esforço, mas certamente vale a pena (Hebreus 11:6; Mateus 7:13-14).
Tenhamos coragem para rejeitar tradições, doutrinas, práticas e nomes humanos para honrar o nosso Criador e Salvador. Tomemos cuidado com a falsa teologia da prosperidade, pregada e ensinada por milhares de seitas pentecostais e “Evan-gélicas”. Lembre-se: “Muitos virão em meu nome... e enganarão a muitos” (Mateus 24:5; “Numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos” (v.v.11) e: “Muitos dirão naquele dia: Senhor, não profetizamos em teu nome, não fizemos muitos milagres em seu nome? Então lhes confessarei: nunca vos conheci, afatai-vos de mim, vós que praticais o mal”. Mateus 7:22-23).
Portanto, tomai cuidado com essa gente que “vem a vós vestido com peles de ovelha, mas por dentro são lobos devoradores”.